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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Reciclando a 360 graus

No dia 27 de julho, um sábado chuvoso, levamos  mais uma vez ao público a mensagem: Recicla meu amor, recicla. Recicla a sua vida. Durante uma hora, entre 20 e 21h, interviemos nas cabeças e respectivas consciências com amor, das pessoas que estavam presentes na quermesse da igreja católica matriz de Rudge Ramos, tendo como carro chefe a intenção de que todos passem a achar gostoso participar da coleta seletiva do lixo desse bairro de São Bernardo do Campo.
Da série  de 9 intervenções que realizamos com esse tema, essa foi uma das melhores. O palhaço Guaianazes conduziu nosso cortejo, quando entramos cantando e interagindo coletivamente com quem nos via passar, com bastante precisão  e ordens claras de que música iríamos cantar ou quais das ações que ensaiamos - andar, mostrar-se misterioso, explodir e correr - iríamos executar.
Chegando à entrada da igreja, conseguimos reunir uma roda de público para participar do número da pesca da garrafa, comandada por Zé do Rego. Ele reuniu cerca de vinte pessoas, abrindo bem o ângulo de visão das ações e também falando e atuando a 360 graus para a platéia.
Aliás, essa foi uma dos principais pontos da conversa pós intervenção, sobre como atuar palhacisticamente na rua exige técnica específica do palhaço em interagir circularmente com todos os presentes, caminhando e expressando-se física e verbalmente. Repetir a fala e a triangulação, sempre quando necessário, para que todas da roda percebam o que está acontecendo também é outra necessidade. Triangulação é quando o palhaço repassa a informação que recebeu de outro palhaço ou de um espectador ou algo que ele mesmo emite, para o público. A triangulação é uma das regras básicas da palhaçaria que ao contrário do teatro dramático, não tem a chamada quarta parede, separando o ator do espectador.
A aplicação de tudo isso resultou, viva, que conseguimos reunir mais uma roda de mais de vinte pessoas embaixo da chuva, bem no meio da quermesse.




















Pastel de nariz vermelho

A feira livre da rua Fernão de Magalhães teve pastel, tomate e pasmem palhaços, nessa quarta-feira, 19 de junho.

Essa foi a quinta intervenção das dez contratadas a nós, pela prefeitura de São Bernardo do Campo, para divulgar a coleta de lixo reciclável, no bairro de Rudge Ramos.

Estávamos em cinco: Zé do Rego, Shifu, Picaburu, Guaianazes e Agripino. Encontramos público com diferentes graus de intenção de interatividade: de 0, quando literalmente, as pessoas voltaram as costas para nós à 1000, quando as pessoas abraçavam-nos, tiravam fotos e jogavam uns dos dois jogos que propusemos. 
Zé do Rego e Guaianazes ofereciam uma pesca de garrafas recicláveis e Shifu, Picaburu e Agripino envolviam o público com arremesso de papel reciclável ao saco de pano.

Andréa Macera, a diretora artística da companhia, comentou sobre essa nossa experiência: "É preciso aprimorar a estrutura do número para poder improvisar o mais livremente possível. Aprimorar no sentido de dominar a estrutura do número. Faltou também uma melhor apresentação dos números, isto é, expressar o que vai fazer."

Zé do Rego comentou com beleza sobre essa nossa intervenção: "Lembra do idoso da barraca de roupas, como ele de sisudo foi para alegria".

É isso aí, o amor é contagiante.