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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Feira de alegria, moeda de amor

Mais um feira livre em Rudge Ramos, nesse dia 21 de junho, de manhã, foi o palco de mais uma intervenção de alegria e reciclagem.
A rua Ida Lorena era um buraco só, mas Shifu, Zé do Rego, Picaburu e Guaianazes preencheram com música, as depressões e reentrâncias de quem estava disposto a ser reciclado. 
Não selecionamos quem participava, Quem queria jogar chegou a nós, como Tadashi-san, o simpático vendedor de ovos que como bom nissei, participou de uma pescaria com o grupo: de garrafas. Item esse de máximo impacto ambiental, afinal DECOMPOSIÇÃO DE VIDRO É DE TEMPO INDETERMINADO. 
Outro grupo com quem nos divertimos foi de colegas garis. Eles jogaram o número chamado Saco do Shifu, onde com bolas de jornal recicladas, isto é, do quase nada trouxemos o estado dilatado do palhaço, quando tudo fica enorme e fantástico.  Em japonês, o palhaço Shifu apresentou e fomentou o Play Station 20. Nome sofisticado, mas o nosso game era só papel e um saco de pano que foram suficientes para provocar boas risadas. 
Repetimos ambos os números mais uma vez e no final, quando fizemos a roda de fogo de autocrítica, descobrimos como maior falta do dia, a pouca escuta entre nós.Cenicamente, isso significa que tivemos dificuldade de perceber o público, quando ele estava receptivo e também que entre nós, palhaços, não estávamos atentos quando o outro estava se expressando.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Rua, mais um encontro


Entramos a plenos pulmões, de pés e cabeças de palhaço, no resgate do lixo em Rudge Ramos.
Até o momento foram três intervenções de rua nesse bairro da cidade de São Bernardo do Campo. Com a energia da alegria estamos incentivando as pessoas do Rudge a participarem da coleta seletiva de lixo reciclável.
Cada uma dessas intervenções do grupo que se apresentou com cinco palhaços começou com um cortejo para esquentar nós mesmos e o público. Entramos cantando e praticando várias ações de mudança de ritmo com paradas para desenharmos diferentes intenções com nossos corpos coreografados. 
A primeira intervenção foi no parque Salvador Arena, no dia 5 de junho, às 11h, evento inaugural desse serviço que será estendido para toda a cidade - a coleta seletiva porta a porta, na qual equipes recolhem na própria rua do morador o lixo reciclável, ao invés dele ter  que levar o lixo até um ecoponto.
Depois de cada cortejo, apresentamos em duplas de palhaço dois  números que serviam para cativar as pessoas e fazer o que é mais caro à palhaçaria: conquistar as pessoas com o estado do palhaço, ampliação do nosso próprio ser e também da consciência do nosso público. Nesses números o mais importante é o palhaço em si, não o que ele faz. Os jogos desses números beiram o absurdo do ridículo, mas justamente isso que fazemos para envolver e provocar a interação de quem nos assiste.
Mostramos esse mesmo repertório, de novo nesse mesmo dia 5,  quando estivemos à noite, na Universidade Metodista de São Paulo. E depois no sábado, dia 11, de manhã, no parque Salvador Arena.  A nossa última intervenção até o momento foi na quermesse da igreja matriz de Rudge Ramos, no dia 9 de junho.
Esse foi o nosso batismo de fogo e lágrimas, pois provamos que mesmo estando na merda vamos com tudo para transformar na energia sagrada do palhaço e também para mudar com essa experiência: da ansiedade de perder a virgindade palhacística das ruas para o prazer de estar de nariz vermelho, no imprevisível das ruas, onde o palhaço tem que reagir a tudo a 360 graus de visão.