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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Rua, mais um encontro


Entramos a plenos pulmões, de pés e cabeças de palhaço, no resgate do lixo em Rudge Ramos.
Até o momento foram três intervenções de rua nesse bairro da cidade de São Bernardo do Campo. Com a energia da alegria estamos incentivando as pessoas do Rudge a participarem da coleta seletiva de lixo reciclável.
Cada uma dessas intervenções do grupo que se apresentou com cinco palhaços começou com um cortejo para esquentar nós mesmos e o público. Entramos cantando e praticando várias ações de mudança de ritmo com paradas para desenharmos diferentes intenções com nossos corpos coreografados. 
A primeira intervenção foi no parque Salvador Arena, no dia 5 de junho, às 11h, evento inaugural desse serviço que será estendido para toda a cidade - a coleta seletiva porta a porta, na qual equipes recolhem na própria rua do morador o lixo reciclável, ao invés dele ter  que levar o lixo até um ecoponto.
Depois de cada cortejo, apresentamos em duplas de palhaço dois  números que serviam para cativar as pessoas e fazer o que é mais caro à palhaçaria: conquistar as pessoas com o estado do palhaço, ampliação do nosso próprio ser e também da consciência do nosso público. Nesses números o mais importante é o palhaço em si, não o que ele faz. Os jogos desses números beiram o absurdo do ridículo, mas justamente isso que fazemos para envolver e provocar a interação de quem nos assiste.
Mostramos esse mesmo repertório, de novo nesse mesmo dia 5,  quando estivemos à noite, na Universidade Metodista de São Paulo. E depois no sábado, dia 11, de manhã, no parque Salvador Arena.  A nossa última intervenção até o momento foi na quermesse da igreja matriz de Rudge Ramos, no dia 9 de junho.
Esse foi o nosso batismo de fogo e lágrimas, pois provamos que mesmo estando na merda vamos com tudo para transformar na energia sagrada do palhaço e também para mudar com essa experiência: da ansiedade de perder a virgindade palhacística das ruas para o prazer de estar de nariz vermelho, no imprevisível das ruas, onde o palhaço tem que reagir a tudo a 360 graus de visão.

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